FPC RICHMOND CALIFORNIA

Primeira Igreja Presbiteriana de Richmond,

Uma Família, Muitas Faces!

ESTUDO DO EVANGELHO DE JOÃO

CAPÍTULO 19

Tema: Os fiéis ao pé da cruz

 

I. Zombaram de Jesus - 19:1-22

          Pilatos tentou dar um jeitinho para se livrar da responsabilidade do que estava fazendo; procurou, então, satisfazer os judeus acoitando Jesus quase até a morte. Talvez assim eles desistiriam da acusação sem razão. Entretanto, eles estavam com os corações endurecidos (12:40), torturar Jesus não era suficiente para satifazê-los. Eles queriam e exigiram que matasse Jesus.

          A pergunta que fazemos aqui é “por quê queriam tanto matar Jesus”. No capítulo 10, verso 33, eles acusaram ele de blasfêmia por ter dito que era Deus. Como eles não tinham argumento para combatê-lo, porque os milagres e os sinais que ele fazia eram obras que só Deus é capaz de fazer, então o único meio de se ver livre dele era através da morte.

          Nos nossos dias também matam a Cristo. As pessoas que não são crentes e odeiam a igreja, não têm como negar que Jesus é o Filho de Deus. Então usam argumentos sem o menor valor como “papel aceita tudo; igreja só quer tomar dinheiro do povo” entre outros. Como não têm jeito de se livrar da mensagem viva do Evangelho na vida dos crentes, que os incomoda tanto, então matam Cristo expulsando os crentes da vida deles.

          A gente sempre ouve algo como “não gosto de crente”. Isso é porque certamente eles têm muita dúvida sobre a vida aqui; porque ela é tão curta e frágil; porque pode-se morrer com 90 ou até mais de 100 anos, como também pode-se morrer jovem ou com meia-idade. Eles acham que, ao renderem-se a Cristo e se tornarem crentes eles vão perder os prazeres da vida que, para usufruí-los, é necessário praticar ações condenadas pela Palavra de Deus e chamadas de pecado. E então rejeita a salvação.

          Por que Jesus não respondeu à pergunta de Pilatos no verso 9 (e voltou para dentro do palácio. Então perguntou a Jesus: “De onde você vem?”, mas Jesus não lhe deu resposta)? Pilatos já sábia a verdade, mas queria ouvir diretamente de Jesus a confirmação. Mas Deus não revela mais verdade até aceitarmos a verdade que já foi revelada. As palavras de Pilatos no verso 10 que diz “Você se nega a falar comigo; não sabe que eu tenho autoridade para libertá-lo e para crucificá-lo?”, foram a sua própria condenação.

          Pilatos tinha autoridade para soltar Cristo e sabia que Ele era inocente, e declara isso no verso 4 dizendo “Vejam, eu o estou trazendo a vocês, para que saibam que não acho nele motivo algum de acusação’”. Então, por que não soltou o Salvador? Cristo repreendeu a Pilatos e o fez lembrar que todo poder vem de Deus (Rom. 13:1 – “Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas). O poder estava nas mãos de Deus, mas Pilatos ainda era responsável pelos seus atos (Lc. 22:22 –“ O Filho do homem vai, como foi determinado; mas ai daquele que o trair! ”).

          Uma multidão de judeus quiz fazer de Jesus o seu rei, em João 6:15, depois da multiplicação de pães e peixes. Em joão 12:13, eles saudaram Jesus como “rei de Israel”. Entretanto, esse título vai ser dado como a razão pela qual ele estava sendo condenado. Os que se opunham a Cristofazem a seguinte declaração, no verso 12, “se deixares esse homem livre, não és amigo de César; quem se diz rei opõe-se a César”.

          Pilatos tinha a palavra final. Mandou então escrever a condenção de Jesus sobre a cruz: “Jesus Nazareno, Rei dos Judeus”, verso 19.       Os prisioneiros daquela época recebiam uma placa com sua acusação que era pendurada no seu pescoço durante o julgamento, e depois esta placa era pregada na cruz. E isso aconteceu com Jesus, cujo único crime era o de ser um verdadeiro rei, o rei dos judeus.

 

II. Cristo Crucificado - 19:23-30

          João só escreveu três das sete frases que Jesus falou na cruz. Escreveu a frase de Jesus dirigindo-se à sua mãe e a João, o dissípulo amado: (verso 26) Jesus viu sua mãe ali, e, perto dela, o discípulo a quem ele amava, disse à sua mãe “Aí está o seu filho”; e no verso 27 diz ao discípulo: “Aí está a sua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a recebeu em sua família.         Quando Jesus deu sua mãe Maria a João para cuidar, Ele quebrou todos os laços com a terra e com a sua família.

          Quando Jesus disse “Tenho sede”, Ele falou de sede física e espiritual porque estava sofrendo o nosso inferno. Ele teve sede em um momento de angústia e abandono espiritual, para que o crente fosse satisfeito em sua sede espiritual. Esse estado de desespero pelo abandono espiritual do pecador é expresso por Cristo em Mateus 27, verso 46, “Eloí, Eloí,[f] lamá sabactâni?”, que significa “Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste? .

          No final Jesus disse “Está consumado!” e e entregou o espírito (verso 30). A frase “Está consumado” é a tradução da palavra grega “tetelestai”. Essa palavra era usada pelos comerciantes gregos para dizer que o “preço está pago”, para encerrar um negócio. Escravos ou servos usavam essa palavra quanto acabavam de trabalhar para significar que sua responsabilidade estava cumprida. Cristo completou a obra que o Deus lhe enviou para fazer. Essa tarefa incluia dar a sua vida pela humanidade, todos aqueles que criam e que viessem a crer que ele era o verdadeiro Rei espiritual do Reino dos Ceus, o “Rei do Povo de Deus”.

 

III. O sepultamento de Cristo - 19:31-42

          Os soldados não quebraram as pernas de Jesus porque Ele já tinha morrido. Cristo não desmaiou, mas sim morreu. O sangue e a água que saíram do Seu lado mostram os dois lados da salvação; o sangue para pagar a penalidade do pecado e a água para nos lavar e purificar. Os dois lados devem sempre estar presentes na vida do salvo. Quem é salvo deve andar no mundo com comportamento próprio de quem foi lavado pelo sangue do cordeiro, procurar ser puro, santo.

          Deus preparou dois homens importantes, Nicodemos e José de Arimatéia, para enterrar o corpo de Jesus. Geralmente os corpos dos crucificados eram jogados no vale de Gehenna onde eram queimados como se fazia com o lixo da cidade. A Palavra de Deus diz que Jesus seria sepultado com os ricos; (Isaías. 53:9 – “Foi-lhe dado um túmulo com os ímpios, e com os ricos em sua morte, embora não tivesse cometido nenhuma violência nem houvesse nenhuma mentira em sua boca”. Isso foi cumprido através dos crentes Nicodemos e José de Arimatéia que prepararam o sepulcro e o material, mirra e aloe, para seu sepultamento. Alguns acreditam que José teria comprado esse túmulo só para o sepultamento de Jesus, porque nenhum rico queria ser sepultado perto do lugar onde os criminosos eram crucificados.

 

Conclusão:

          Nos dias de Jesus a execução era pública e dolorosa. O relato da crucificação não é fácil de ler. Você pode pensar que a morte de Jesus foi um engano cruel. Mas não foi. Sua vida não foi tirada dele; ele a entregou de bom grado por amor de nós. Sua cruz foi, em um sentido muito real, a nossa cruz.

 Considere as perguntas a seguir:

a)      A crucificação é uma forma brutal e covarde de execução. Por que você acha que João não apresenta os detalhes dolorosos em seu relato?

b)      Como você acha que Maria, mãe de Jesus,  se sentia ao ficar de pé junto à cruz?

c)       Qual é a relevância e significado do clamor de Jesus: “Está consumado”?

d)      Onde os discípulos estavam durante a crucificação e sepultamento? Por que razão eles estavam ausentes de modo tão evidente, se eram amigos de Jesus?

e)      Sob as mesmas circunstâncias, você acha que agiria como José de Arimatéia e Nicodemos ou como os discípulos de Jesus?

f)       Que aspecto da morte de Jesus mais o impressiona e por quê?

 

Agradeça a Jesus por ter suportado a cruz para que você pudesse ser perdoado e restaurado a um relacionamento pessoal com Deus.