FPC RICHMOND CALIFORNIA

Primeira Igreja Presbiteriana de Richmond,

Uma Família, Muitas Faces!

ESTUDO DO EVANGELHO DE JOÃO

CAPÍTULO 18

Tema: A Agonia de Cristo e seu Julgamento

 

I - A prisão de Jesus - 18:1-14

          Jesus foi para o Getsêmani de propósito porque já sábia o que Judas estava fazendo (13:1-3 e 6:6). Vale notar que Cristo, o segundo Adão, foi preso em um jardim, assim como o primeiro Adão falhou e pecou no jardim. Adão se escondeu no jardim, mas Cristo não se escondeu de ninguém.

          Jesus mostra o poder do seu nome na expressão “Eu Sou”, no verso 6. Jesus quer aqui mostrar que ele tem a mesma identidade divina do Pai. Deus se chama de “Eu Sou” no Velho Testamento. O nome que salva o pecador (17:6) é o mesmo nome que condena o incrédulo, mas ao mesmo esse nome é de misericórdia e de juízo.

          No verso 8, Jesus mostra que quer que seus apóstolos sejam protegidos do perigo, mas Pedro decidiu lutar (verso 10), ao invés de confiar e obedecer. Em tudo, nós devemos obedecer a palavra de Deus. O verso 9 mostra que Jesus protege não apenas nossa vida, mas também nosso espírito (verso 12). Já estamos salvos, e no dia da nossa glorificação nossos corpos serão transformados e feitos iguais ao corpo de Jesus depois da sua ressurreição.

 

II - A atitude de Pedro - 18:1-14

          Quando Pedro usou a espada, desobedeceu a Cristo. Achou que estava fazendo sua parte como discípulo. Cristo não precisa da nossa proteção. As armas que precisamos para lutar contra satanás são espirituais (II Cor. 10:4-6 . Ef. 6). Pedro usou a arma errada, tinha um motivo errado, e obteve um resultado errado. Jesus curou Malco (Lucas. 22:51) para mostrar a sua grande misericórdia.

          Nas igrejas de hoje costumam surgir muitos Pedros achando que a igreja precisa da habilidade, inteligência, dinheiro, força e trabalho para fazer o ministério. Tudo isso é válido, desde que sejam auxiliares às armas espirituais que a pessoa recebeu de Deus.

 

III- Pedro: Negando a Cristo - 18:15-27

Agora nós vamos ver as falhas de Pedro. No cenáculo, ele afirmou três vezes que nunca deixaria Jesus (Mt. 26:33,35 e João 13:37). No jardim Pedro dormiu ao invés de orar como Jesus mandou (Mc. 14:32-41). Depois de negar Jesus três vezes, Jesus exigiu que ele confessasse o seu amor também três vezes (João 21). No jardim Pedro foi vencido pela fraqueza física, depois é vencido pela pressão do mundo e, finalmente, é vencido pelo amor de Jesus. É necessário vigiar e orar.

Pedro comportou-se ao contrário do que descreve o Salmo 1. Ele andou segundo o conselho dos ímpios, deteve-se no caminho dos pecadores, e finalmente sentou-se na roda dos escarnecedores. Enquanto Cristo sofria, Pedro se aquecia em volta da fogueira e não sofreu nenhum maltrato das autoridades.

 

IV - A rejeição de Cristo

Cristo foi levado para os sumo-sacerdotes Anás e Caifás, que não aceitavam os ensinamentos de Cristo; o argumento maior era a blasfêmia, por ter dito ser filho de Deus. Entretanto, devem também ter ficado irritados com Cristo ao saber que expulsou os mercadores do templo. Eles, como as autoridades maiores eram os mais responsáveis pelo que acontecia lá. Pode ser até que também se beneficiavam com os lucros, junto com os demais líderes religiosos dos judeus.

Há igrejas nos dias de hoje, cujos pastores e “líderes espirituais”  estão usando a igreja para fazer negócio, vendendo milagres, essências, óleos de Israel e até posição de autoriade, entre outras coisas. Tudo isso, além das promessas de que quanto mais dinheiro as pessoas derem, maiores serão as bençãos. Crentes comprometidos com o Reino, que não acha que pode barganhar com Deus para ficar rico, são naturalmente abençoados. Se as bençãos não são riquezas materiais, continuam satisfeitos com a riqueza maior que lhe está garantida no céu.

V - O Julgamento de Jesus

          O julgamento de Jesus era injusto e ilícito. Cristo foi julgado à noite e os juizes foram persuadidos da culpa dele. Eles pagaram falsas testemunhas e maltrataram Jesus antes que ele fosse oficialmente condenado.

          Começando no verso 33, vemos que Pilatos foi covarde. Ele queria agradar aos judeus e cumprir a lei ao mesmo tempo. Então deu um jeitinho para não parecer que quebrou a lei de Roma e mandou crucificar Jesus para “satisfazer a multidão” de inimigos de Cristo (Mc. 15:15).

 

VI - O Negócio de Pilatos e Judas

          Há uma relação entre Pilatos e Judas. Judas buscava a vantagem financeira, lucro, dinheiro. Os dois vendem Jesus; Judas vende por dinheiro e Pilatos para se manter no poder. Para ser mantido no governo por Roma, Pilatos tinha que trabalhar muito para manter a paz e não deixar que o povo se revoltasse. Para isso, ele acaba fazendo qualquer negócio.

          O inferno vai receber muitos pecadores que traíram a Deus para conseguir benefícios dos homens. Cristo explica a natureza espiritual do seu Reino e diz a Pilatos no verso 36, “O meu reino não é deste mundo”. Os judeus rejeitaram o Reino de Deus porque preferiam o reino do mundo. Embora não tenha atraído Jesus, o reino do mundo que satanás ofereceu a Jesus exerce grande atratividade aos olhos de muitos. Esses são capazes de vender qualquer coisa para adquiri-lo.

 

VI - A Escolha da Verdade

          A pergunta de Pilatos no verso 38, “O que é a verdade?”, continua sendo feita hoje. Jesus disse, “Eu sou a verdade”, no cap 14, verso 6. Ele disse também no cap 17, verso 17, “a tua palavra é a verdade”, a Palavra de Deus.  A verdade só tem um caminho, no fim desse caminho está Deus. Esse caminho é Jesus. Ele disse: eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim, cap 14, verso 6. Cabe ao pecador escolher.

          Somos responsáveis pelas nossas escolhas, e temos que aguentar as consequências delas. A escolha do mundo não leva em conta as coisas espirituais. O mundo, representado pela multidão de Judeus, escolheu um salteador assassino e executaram o Senhor Jesus.

          Não é religião que escolhemos. Ela não leva a lugar nenhum. Nossa escolha é Cristo, que é o caminho. Conhecimento religioso sem fé é útil para manipular os religiosos, e foi isso que Pilatos fez. No verso 39, Pilatos mostrou seu conhecimento dos costumes religiosos, associados com a justiça dos homens: de um lado os Judeus, de outro Roma. Mas manipulou os dois. O mundo hoje observa todos os feriados e costumes religiosos, mas não conhecem o Cristo de Deus. Exemplo disso são as celebrações de Natal, em que muitos não querem nem saber o seu verdadeiro significado.

          Sem dúvida, os escritores do Novo Testamento culpam os líderes judaicos por condenarem Jesus à morte. Mas, eles não agiram sozinhos. O governador romano, Poncio Pilatos concordou com a pena de morte. “Crucifica-o! Crucifica-o!” é o grito da multidão, mas é também o grito dos nossos pecados!

DEBATE

          Compartilhe situação em que sofreu pressão das pessoas à sua volta, tentado convencer você a comprometer sua fé cristã ou seu testemunho, adotando um comportamento, atitude ou a fazer alguma coisa que você sempre foi convicto de que não é moralmente correto.

          Você é uma pessoa que se posiciona em favor do que é direito independente das consequências, mas você já conheceu alguém que você presenciou tendendo a fazer concessões pra manter a paz?

          Na perspectiva mais ampla do plano de Deus, muitas pessoas atribuem a culpa pela morte de Jesus aos Judeus, a Pilatos ou aos soldados e açoitadores. Ele morreu por nossos pecados e no nosso lugar. Mas, a resposta mais espantosa à pergunta sobre quem matou Jesus é: ninguém! Você concorda?

          Veja a resposta clicando aqui: “Quem é culpado da morte de Jesus?”

          a) Quantas tentativas Pilatos faz para soltar Jesus?

          b) Como você se sente ao ler o relato da injustiça feita a Jesus?

          c) O que você conclui a respeito do caráter de Pilatos depois de ler esse capítulo?

          d) Por que Jesus não diz mais nada a Pilatos nem se defende de forma mais firme?

          e) O que você faria se fosse Pilatos?

          f) O que essa passagem bíblica lhe ensina sobre como responder quando é tratado de forma injusta?

          Peça a Deus, que deu a Cristo a força e determinção para enfrentar a injustiça de Pilatos com coragem e com graça, que lhe dê a força de se manter firme em sua convicção a respeito da suficiência do sacrifício de cristo pelo perdão dos pecados e para a salvação de todo aquele que crê, bem como para se manter firme em favor do que é certo e bom.

 

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